segunda-feira, 29 de novembro de 2010

amo-te, menos que ontem e muito menos que amanhã.

são vidas que se cruzam, descruzam e não se voltam a cruzar. são vidas que passaram e ninguém as quer repetir, são erros cometidos que se quer mudar, são momentos vividos que toda a gente quer tentar. são pedaços de folhas perdidas pelo soprar do vento que se fez passar.
foram alegrias, tristezas e aflições que acabaram aqui, que terminaram agora.
é a alegria do futuro, é o passado das nossas vidas. é o tu, e é o eu, em vez de nós.
são dois corações que se partiram, e apenas um se uniu.
teve princípio, meio e fim. escrevemos uma história que não ia acabar, mas o fim chegou mais cedo e o meio ficou por continuar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sobreviver com amor

Mais uma vez, tudo acabou. Por incrível que pareça ele deixou-a sozinha, segurando assim o amor dos dois nas suas mãos. Vendo-o sair da sua beira com uma lágrima nos olhos enquanto se afastava lentamente, ela gritava com um respirar ofegante para que não a deixa-se. O vento soprou e levou-lhe o cabelo, apercebi-me das marcas pretas que tinha na cara, raios pretos caiam sobre o seu rosto e manchavam-lhe o vestido branco puro que trazia vestido. Ele começou a correr, como se alguém viesse atrás dele, limpando a cara com os punhos cerrados. Tinha uma simples noção do que tinha feito, embora não tivesse reparado no grande erro que acabara de fazer ao magoar aquela moça que caía sobre a relva acabada de cortar ainda com o cheiro natural. O coração estava a começava a esvaziar, todo o ar saía aos poucos, fazendo assim algumas pausas. Tal e qual às pausas que a rapariga fazia ao respirar, tentando assim controlando o choro que se ouvia de longe. Mais uma vez a história foi dura, enquanto o rapaz a observara de longe.
Sentada, eu, sem mais nenhuma esperança que algo lhe fizesse rir novamente. Já quando o balão com forma de coração estava quase desfeito. Observo o rapaz a correr na direcção daquela rapariga, agarrando-a pelo braço e a abraçando, pedindo desculpa por mais uma vez ter errado e agradecendo-lhe pelas vezes que lhe fez feliz, as tais vezes que ele se lembrou durante aqueles breves instantes que passaram e que o fizeram voltar.
O balão encheu, apenas em um soprar do vento. Enquanto os dois contemplavam mais um momento de alegria nos braços um do outro.

“ Não vivas para que a tua presença seja notada, mas para que a tua ausência seja sentida. ” Bob Marley

domingo, 10 de outubro de 2010

A minha mana (':

O meu corpo treme, sem eu conseguir parar, as lágrimas caem-me pela cara sendo absorvidas pela almofada enquanto eu coloco a cabeça no meio dela para que o barulho do choro seja menor. Sinto uma mão passar-me entre os fios do cabelo, e uma voz a dizer-me para parar de me destruir, para seguir em frente.
Tantas foram as vezes que apenas por um olhar conseguis-te ver o que se passava, o quanto sofria e o quanto estava contente. E nunca te agradeci, nunca te disse o quanto gostava de ti e o quanto era feliz contigo ao meu lado. Realmente já houve o tempo que em simples segundos eu dizia o que sentia, hoje não há mais. Sempre me apoias-te, tentando assim que eu visse as coisas certas mesmo quando eu não aceitava. Não te vou pedir nada em troca depois deste texto, o que entre eu e tu não seria de estranhar. Mas, vou apenas te agradecer por todas as vezes que estás ao meu lado, por tantos dias que me tentas-te fazer ver o lado melhor de tudo.
Eu, AMO-TE mana!

domingo, 26 de setembro de 2010

precisa-se de 1 gr. de vida.

Desta vez, não me consigo soltar de ti. Eramos dois em um, eras tu e eu em mim. Eramos duas falas em uma apenas voz. Era metade tua, e toda nossa. Era a chuva na janela, era o vento no ar. Tu eras a brisa que me secava, eras o calor que me acalmava. Mas desta vez o que um dia era relembrado no presente, hoje é passado.
Um dia, acabarei por me soltar, por deixar o vento voar. Entre os meus cabelos vão as palavras que tantas vezes gritei mas não ouvis-te. Vão as promessas que eu tentei cumprir.
Mas muitas coisas deixarei ficar. Vou correr, até não conseguir mais. Vou deixar bocados do vestido para trás, juntamente com o aroma do meu prefume, vou deixar ficar todos os nossos momentos e todas as lutas que tentamos transformar em vitórias. Ficarão os mais delicados sabores.
E no meu coração abrirei mais uma gaveta com o teu nome e entre parentises escreverei: o meu maior amor!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

estou presa ...

Sinto-me bem, forte, mas ao mesmo tempo é como se estivesse fraca. Eu tenho medo de avançar, desta vez sinto a gravidade do meu erro e não consigo voar. Eu gosto dele, mas o tempo corre e eu já não consigo acompanha-lo. Senti-me presa, e precisava ficar em liberdade total, como quando apanhamos a areia com as nossas próprias mãos e depois precisamos de as abrir. A areia foge entre os espaços dos dedos e não volta mais, a não ser que a apanhes rapidamente. A vida é feita de espaços que são precisos preencher e eu deixei-os completamente abertos, e o que mais precisava preencher, deixei-o aberto com uma ferida maior. Estou simplesmente destroçada, e a cada minuto que passa o meu coração desfaz-se. É como se me estivessem a tirar o ar e uma dor entrasse dentro de mim.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

grrrrrrrrrrrrrrr

"estou a chegar ao limite, eu vou rebentar, tenho um turbilhão de coisas à minha volta e ninguém me dá espaço, nem para pensar. julgam-me pelo que disse, pelo que faço, importam-se com eles próprios e desistem do "nós" como se tudo tivesse acabado, esquecem-se que além de um "eu" existia um "tu", um "nós" (...)"

Tudo ao contrário quando tudo é direito.

Sei lá o que estou a fazer, mal sei o que dizer, muito menos o que escrever, digo palavras que nunca disse e solto as lágrimas que um dia jurei não soltar. O medo começou a ser maior que a angustia, começasse pelo bem e acaba-se pelo mal? As coisas já nem são o que eram. As coisas deram o nó e já nem se soltavam, achar estar contente já nem começou por ser presente. O futuro está lá a trás e o presente virá lá frente. É estranho, estou sozinha no meio de tanta gente. Chorar não adianta nada, o frio da tua cara congela a tua lágrima e ficas um autentico cubo de gelo sem forma de manteres-te quente e de te mexeres! E quando pensas: bem, é desta que estou a mudar.
Enganas-te, pois andas, escorregas e cais mesmo na casca da banana. Pois nem toda a gente vê o que tu vês. Tu tens a direcção dali e eles a daqui. Se sonhas, então é porque sonhas e não acordas. Se estás acordada é porque já não és aquela que ficava sempre a sonhar. Se és uma pessoa triste e fazes o que os outros acham que está óptimo para eles, então continua, porque os outros querem que assim seja. {ironia}
Não digas que não sofro porque hoje sorri.
Apenas sorri porque hoje tentas-te não sofrer.

Já se foi (...)

Esta noite não dormi nada, cometi o meu maior erro. Não podia ter feito o que fiz, mas agora está feito. Eu gostava dele a sério e não me tinha apercebido disso, agora é tarde, já amanheceu e eu não vou chorar, eu juro que não vou chorar. Foi um erro do destino, talvez tivesse mesmo de ser assim, ou talvez eu tivesse adiantado ou cometido um adiantamento do destino. Agora esqueço e vou em frente, gelada e o coração nas mãos, nem sei se ando ou se mexo as pernas, sinto-me mal, quero gritar, talvez retomar e voltar a trás. Com ele tive dias fantásticos que sempre quis que se repetissem para toda a minha vida, tive um verão que se destacou, tive dias e dias a sorrir coisa que não fazia à alguns meses. Com ele tudo mudou, mas agora tudo voltou ao que era antigamente. Estou à espera de uma mensagem tua, não preciso dela, pois já fiz o erro e não vou voltar a trás. Mas apenas queria uma mensagem. Algo que me lembrasse de ti, mas agora foi-se tudo. O futuro já lá foi e o presente dirá se te verei lá frente. Por agora disse-te o Adeus (…)