domingo, 26 de setembro de 2010

precisa-se de 1 gr. de vida.

Desta vez, não me consigo soltar de ti. Eramos dois em um, eras tu e eu em mim. Eramos duas falas em uma apenas voz. Era metade tua, e toda nossa. Era a chuva na janela, era o vento no ar. Tu eras a brisa que me secava, eras o calor que me acalmava. Mas desta vez o que um dia era relembrado no presente, hoje é passado.
Um dia, acabarei por me soltar, por deixar o vento voar. Entre os meus cabelos vão as palavras que tantas vezes gritei mas não ouvis-te. Vão as promessas que eu tentei cumprir.
Mas muitas coisas deixarei ficar. Vou correr, até não conseguir mais. Vou deixar bocados do vestido para trás, juntamente com o aroma do meu prefume, vou deixar ficar todos os nossos momentos e todas as lutas que tentamos transformar em vitórias. Ficarão os mais delicados sabores.
E no meu coração abrirei mais uma gaveta com o teu nome e entre parentises escreverei: o meu maior amor!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

estou presa ...

Sinto-me bem, forte, mas ao mesmo tempo é como se estivesse fraca. Eu tenho medo de avançar, desta vez sinto a gravidade do meu erro e não consigo voar. Eu gosto dele, mas o tempo corre e eu já não consigo acompanha-lo. Senti-me presa, e precisava ficar em liberdade total, como quando apanhamos a areia com as nossas próprias mãos e depois precisamos de as abrir. A areia foge entre os espaços dos dedos e não volta mais, a não ser que a apanhes rapidamente. A vida é feita de espaços que são precisos preencher e eu deixei-os completamente abertos, e o que mais precisava preencher, deixei-o aberto com uma ferida maior. Estou simplesmente destroçada, e a cada minuto que passa o meu coração desfaz-se. É como se me estivessem a tirar o ar e uma dor entrasse dentro de mim.